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Quinta-Feira, 10 de Maio de 2018, 13h46   (Atualizada 10/05/2018 às 13:46)

Pais homossexuais educam melhor?

ARTIGO ATUALIZADO

Estou republicando a versão atualizada de um artigo de minha autoria publicado em 2016. Retorno ao tema, diante da apresentação de um projeto de lei, também, de minha autoria e que tem causado debates nas mídias sociais. O Projeto está sob o número 9906/2018 que altera o artigo 42 do Estatuto da Criança e do Adolescente e acrescenta o parágrafo 6º. 

 

PL 9906/2018 traz a nova redação específica sobre quem poderá adotar crianças no Brasil: “Podem adotar os casados ou com união estável entre homem e mulher”; e em seu parágrafo 6º é dado, aos pais adotantes, o direito à isenção do imposto de renda até que o filho atinja 21 anos de idade.

 

Quanto aos números sobre adoção no Brasil, resumidamente, considerando que o tema principal deste artigo seja outro, vejamos: Mais de sete mil crianças aptas para adoção e cerca de 38 mil pretendentes estão cadastrados no CNA, atualmente. O processo de adoção no Brasil pode levar mais de um ano. Entre outros, o próprio cadastramento de aptidão da criança para ser adotada, pode levar muitos anos. A burocracia, demora no processo de adoção e a falta de sensibilidade do próprio governo são os principais problemas. Além disso, os dados não demonstram a existência de racismo por parte dos adotantes. As falácias quanto a cor de pele, entre outros critérios precisam ser, também, desmentidas e debatidas com mais profundida para que não sejamos manipulados por manchetes de jornais. 

 

Retornando ao tema central, iniciamos com um questionamento: Quem nunca ouviu pelo menos uma destas frases: “Pais homossexuais são iguais ou melhores do que as estruturas familiares tradicionais” e “Duas mulheres criam uma criança melhor do que um casal – homem e mulher”?

 

Após vários artigos e estudos duvidosos sobre o tema, nos deparamos com um que realmente chamou a atenção do mundo e precisa chegar ao conhecimento de todos, inclusive de juristas que passaram a utilizar chavões ideológicos e comoções midiáticas falaciosas para embasarem suas sentenças favoráveis ao movimento ativista LGBT. 

 

Vejamos, o professor norte-americano Mark Regnerus se atreveu em buscar a verdade. Dedicou parte de sua trajetória acadêmica para analisar com rigor científico as falácias ideológicas. O resultado foi surpreendente e servirá para reflexão e formação da opinião de todos.

 

Regnerus atua nas áreas de pesquisa sobre o comportamento sexual e a formação da família. Autor de três livros sobre o comportamento sexual de adolescentes e adultos jovens, também coordenou um dos estudos sobre estrutura familiar mais comentados no mundo. Após a repercussão dos estudos de Mark, ativistas ideológicos iniciaram um trabalho, não de pesquisa ou estudos sérios, mas de destruição da reputação do Professor Mark. O autor dos estudos, Mark Regnerus, é professor de sociologia na Universidade do Texas em Austin e membro sênior do “Instituto Austin” para o Estudo da Família e da Cultura. Autor de três livros da “Oxford University Press” e quase 40 artigos em periódicos revisados por especialistas, sua pesquisa e ensaios acadêmicos foram divulgados em diversos veículos de comunicação e revistas científicas pelo mundo. Mark é casado com Deeann e têm três filhos.

 

O estudo que iremos tratar, neste artigo, foi publicado em julho de 2012, na revista “Social Science Research”. Em busca de respostas, Mark entrevistou 15.058 pessoas, dentre as quais 3.000 (filhos) jovens adultos em vez de crianças ou adolescentes. Deu atenção especial a um amplo número de inquiridos criados por pais que tinham um relacionamento homossexual. O estudou destacou 175 pessoas que foram criadas por mães que estavam em um relacionamento lésbico, e 73 pessoas educadas por pais que tiveram relacionamentos gays.

 

Intitulado “Estudo de Estruturas Familiares”, a pesquisa apontou instabilidades emocionais em adultos criados por casais homossexuais, casais divorciados, mães solteiras e pais solteiros. Além disso, os resultados apontam maior incidência de uso de maconha ou cigarro, uso assistencial do governo, prisões e desemprego em adultos que foram criados por casais de lésbicas e homens gays se comparados aqueles criados em estruturas familiares heterossexuais biológicas intactas.

 

O relatório constatou maiores consequências negativas entre filhos de mães lésbicas. Isso contradiz informações publicadas por meios de comunicação durante décadas que afirmam que crianças vivem bem, ou em melhores condições quando suas mães são homossexuais. O estudo de Regnerus mostrou consequências negativas para esses filhos adultos em 62,5% das 40 categorias avaliadas.

 

Destaca índices elevadíssimos de agressão sexual contra crianças criadas em ambiente onde não há estrutura familiar biológica intacta. Vinte e três por cento das crianças criadas por mães lésbicas foram tocadas sexualmente por um adulto; por outro lado, 2% das crianças criadas em uma estrutura familiar biologicamente intacta – pai e mãe casados – sofreram algum tipo de abuso sexual na infância. É importante enfatizar que os casos de abuso sexual contra crianças não são necessariamente praticados por pai ou mãe biológicos e sim por um adulto, podendo ser do círculo social.

 

Outros pontos destacados pelo estudo envolvem maior número de casos de depressão; uso de maconha; desemprego e a utilização de programas de assistência do governo relacionados a falta de estrutura familiar biologicamente intacta.

 

As diferenças observadas por meio do estudo estão ligadas a estrutura familiar. Por exemplo, 28% dos adultos que foram educados por mulheres envolvidas numa relação homossexual encontravam-se desempregadas. O número cai para 8% entre aqueles que foram educados em famílias compostas por um pai e uma mãe. 

 

Outro ponto em destaque refere-se às declarações de fidelidade: 40% dos que foram educados por parceiras homossexuais admitiram terem tido caso extraconjugal, comparados com um número mais baixo; 13%, quando o mesmo questionamento foi aplicado em adultos educados por um pai e uma mãe.

 

O estudo buscou o número de adultos com problemas de ansiedade, depressão, ou de relacionamentos. Chegou-se à marca de 19% dos entrevistados criados em um ambiente diverso da estrutura biológica intacta. Este número cai para 8% quando os entrevistados viveram em uma estrutura familiar biologicamente intacta. 

 

A “Estrutura Familiar Biológica Intacta” apresentou os melhores resultados e as estruturas formadas por homossexuais obtiveram os piores resultados. A contestação não deve ser ideológica, mas com informações, dados e estudos. “A alegação empírica de que não existem diferenças dignas de nota tem de ir embora”, disse Regnerus no material publicado pela “Social Science Research”.

 

Sabemos que a esquerda se utiliza, há décadas, da estratégia da repetição da mentira com objetivo de confundir a verdade. São especialistas em produzir contos-da-carochinha e vendê-los como histórias reais. Aquilo que foi realizado por Regnerus jamais foi feito pelos pseudosintelectuais ligados aos movimentos marxistas do mundo. Nunca realizaram qualquer estudo, mas sabiam que publicando artigos sobre o tema, massificariam uma mentira na tentativa de transformá-la em “verdade”. O que não esperavam é que haveria um estudioso sério e com credibilidade que conseguiria, de fato, realizar um levantamento de informações com poder de desmascarar toda a “história”. Mark buscou a verdade, desmascarou falácias e por isso ganhou inimigos por todo o mundo, como é de praxe quando se combate a mentira.

 

Não adianta um grupo militante me “xingar” ou atacar o Doutor Regnerus, esses estratagemas de ódio e ataques à reputação alheia não colam mais. A militância enfurecida não tem dados consistentes em mãos para confrontar cientificamente o resultado desse estudo.

 

O Relatório de Regnerus é um sucesso, na medida em que responde à questão fundamental: “Crianças educadas por homossexuais são diferentes daquelas criadas por pai e mãe?”. Está claro que sim, logo não é preciso uma opinião conservadora para se ver o óbvio. O estudo traz exceções em todas as categorias. Há casos onde filhos criados por homossexuais têm desempenho superior aos demais, porém essa não é a regra. É discutível, todavia, se isso é resultado direto das parcerias homossexuais ou da instabilidade emocional gerada neste tipo de relacionamento.

 

Vamos tratar o assunto com responsabilidade e com a verdade. De fato, a maior conclusão do relatório não é de que arranjos homossexuais sejam negativos em essência, porém está claro que estamos diante de mais uma afirmação de que famílias biológicas intactas, pai e mãe juntos, são positivas e geram adultos emocionalmente estáveis, pois são a base da sociedade. De modo simples, se você quer que seus filhos tenham uma vida melhor, sejam adultos bem-sucedidos e emocionalmente estáveis, deveria tê-los dentro de um matrimônio e evitar, a qualquer custo, divórcio, traições, mentiras e conflitos. Mas isso os cristãos já sabem.

 

A ideologia é formada por “hipóteses não testadas”. Não há comprovação daquilo que se afirma. Por outro lado, a ciência é a experiência observada. Como disse o professor Olavo de Carvalho em seu artigo “Ciência e ideologia”, publicado em 2001: “ciência e ideologia não são a mesma coisa, mas o ideólogo desejaria que fossem, para que nenhuma prova científica pudesse valer contra as pretensões de sua ideologia”.

 

Como um pai ou uma mãe heterossexual se sentiria se ouvisse que um casal homossexual cuidaria melhor de seus filhos? Essa é a questão. O ativismo LGBT quer, forçosamente, inculcar na mente das pessoas uma pauta ideológica. Estão legislando em causa própria, a despeito da realidade, do bem-estar de nossas crianças.

 

Os ativistas gays querem questionar a tradição, ou seja, a informação testada ao longo dos séculos, que comprovadamente, vemos que é melhor para o corpo social. Quando, entretanto, apresentamos os dados, eles se sentem ofendidos, fogem do debate. Preferem fazer ataques histéricos, se fazendo de vítimas, sem a mínima preocupação com a verdade.

 

Em trecho de matéria publicada em 2012, pelo jornalista Jarbas Aragão, ficou claro o objetivo do trabalho do Professor Mark. “Regnerus adverte que sabe das críticas que receberá e que seu estudo não tenta “minar os argumentos” de quem defende os direitos dos homossexuais, nem deseja ligar os resultados de adultos problemáticos unicamente à paternidade gay. Seu objetivo é gerar mais discussão e possíveis novas pesquisas sobre o tema”.

 

Conheça outros estudos do Professor Mark Regnerus. 

 

Autoria do artigo: 

Victório Galli é Mestre em Teologia, Deputado Federal e Professor

Fonte: Professor Victório Galli
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