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Sexta-Feira, 06 de Maio de 2016, 23h38   (Atualizada 06/05/2016 às 23:38)

Páscoa: o que significa? O que estamos comemorando na Páscoa?

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes do nosso calendário.

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes do nosso calendário. Atualmente, tornou-se uma data tão comercial, que poucos lembram ou conhecem seu verdadeiro significado. Para além dos chocolates e presentes.
Vejamos a origem do termo, que remonta a aproximadamente 1.445 anos antes de Cristo.

Para contextualizarmos, neste período, de acordo com a Bíblia, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó viviam como escravos há mais de quatrocentos anos no Egito. A fim de libertá-los, Deus designou Moisés como líder do povo hebreu (Êxodo 3-4). 

Em obediência ao Senhor, Moisés dirigiu-se a Faraó a fim de transmitir-lhe a ordem divina: “Deixa ir o meu povo”. Para conscientizar o rei da seriedade da mensagem, Moisés, mediante o poder de Deus, invocou pragas como julgamentos contra o Egito. 

No decorrer de várias dessas pragas, Faraó concordava deixar o povo ir, mas, a seguir, voltava atrás, uma vez a praga sustada. Soou a hora da décima e derradeira praga, aquela que não deixaria aos egípcios sem nenhuma alternativa, senão a de lançar fora os israelitas: Deus mandou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar “todo primogênito... desde os homens até aos animais” (Êx.12.12). 

Como os israelitas também habitavam no Egito, o Senhor emitiu uma ordem específica a seu povo. A obediência a essa ordem traria a proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família tomaria um cordeiro macho, de um ano de idade, sem defeito e o sacrificaria. Famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (Êx. 12.4). 

Os israelitas deviam aspergir parte do sangue do cordeiro sacrificado nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o destruidor passasse por aquela terra, ele não mataria os primogênitos das casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas. Daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa “pular além da marca”, “passar por cima”, ou “poupar”.

Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-o para o advento do “Cordeiro de Deus,” Jesus Cristo, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (Jo. 1.29). 

De acordo com a Bíblia, no livro de Êxodo, capítulo 12, naquela mesma noite Faraó, permitiu que o povo de Deus partisse, encerrando assim, séculos de escravidão e inaugurando uma viagem que duraria quarenta anos, até Canaã, a terra prometida.

A partir daquele momento da história, os judeus celebrariam a Páscoa toda primavera, obedecendo as instruções divinas de que aquela celebração seria “estatuto perpétuo” (Êx. 12.14). Era, porém, um sacrifício comemorativo, exceto o sacrifício inicial no Egito, que foi um sacrifício eficaz.

Assim sendo, lembremos, não somente nesta data, mas em todos os dias, o verdadeiro significado da Páscoa. Assim como o Todo Poderoso libertou os hebreus da escravidão no Egito, Deus quer nos libertar da escravidão do pecado e por isso, enviou seu Filho, Jesus Cristo, para que “todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo. 3.16) Vida esta conquistada com sangue “porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós.” (I Co 5.7).

A páscoa é a festa que marca o início do calendário bíblico de Israel e delimita as datas de todas as outras festas na bíblia. Páscoa (pêssarr, em hebraico) significa literalmente “passagem” (pois o Senhor “passou” sobre as casas dos filhos de Israel, poupando-os. ex 12:27). é uma festa instituída por Deus como um memorial para que os filhos de Israel jamais se esquecessem que foram escravos no Egito, e que o próprio Deus os libertou com mão poderosa, trazendo juízo sobre os deuses do Egito e sobre faraó. (ex 12). páscoa fala de memória, de identidade. o povo de Israel foi liberto do Egito para poder servir a Deus e ser luz para as nações.

Páscoa é uma festa instituída para que jamais Israel se esquecesse de quem foi, quem é e o que deve ser. Da mesma forma, todos os que são cristãos são co-herdeiros e co-participantes das promessas e das alianças dadas por Deus a Israel em Jesus Cristo, pois através do evangelho foram enxertados em Israel e são parte do mesmo corpo (judeus e não-judeus), a família de deus (ef 3:6).

Daí, conforme o ensino apostólico em I co 5:8, os discípulos de Jesus não-judeus podem e devem também celebrar este memorial. o simbolismo da páscoa é parte da mensagem no novo testamento, e toda a obra da cruz se baseia no evento da páscoa judaica. Jesus não apenas é morto na páscoa, mas ele simboliza o próprio cordeiro pascal (I co 5:8), que tira o pecado do mundo (jo 1:29) e cujo sangue nos liberta, nos resgata da escravidão do pecado e nos sela como seus filhos.  nele (Jesus), somos feitos novas criaturas sem o fermento da malícia e da maldade. Como podemos ver não se pode entender a obra da cruz sem o conhecimento dessa que é a mais simbólica das festas de Israel, a páscoa fala de nossa libertação para servirmos a Deus.

Os elementos da páscoa
O Cordeiro - Representava o preço da redenção e libertação de Israel do Egito.

Os Pães Ázimos – Revelava a pressa com que abandonariam a terra do Egito. A farinha amassada sem ter recebido o fermento, por falta de tempo e também a pureza. As Ervas Amargas ou alface agreste, recordavam a opressão do Egito, a amargura do cativeiro, além de dar melhor sabor à carne adocicada do cordeiro.

O Sangue – Representava a expiação. 

A Páscoa em nossos dias e seus símbolos:

O coelho – substituiu o cordeiro pelo coelho, como símbolo da fecundidade (chegando até produzir aproximadamente cento e dez filhotes por ano). Essa mudança apareceu na França. A sua cor e a sua rapidez contribuíram para o seu lugar na simbolização. Dizem mais que ele representa a morte e a ressurreição de Cristo pelo fato de que alguns que habitam em lugares frios e nevados hibernam e só saem da caverna quando chega a primavera. Sabemos que não podemos aceitar tamanha aberração, pois em toda a Bíblia encontramos o cordeiro e não o coelho como símbolo de Cristo.

O ovo – o ovo significando começo, origem de tudo. Quando incubado, dele sai vida, porque nele está contida a vida. Em Cristo não está contida a vida. Ele é a própria Vida. João 11.25.

O peixe – é o símbolo do Cristianismo. Dizem que, no passado, os cristãos se reuniam e faziam desenho de um peixe. Na semana santa comem peixe, por causa do corpo de Cristo, e substituíram a carne por peixe, mas na páscoa judaica comiam o cordeiro. Estes símbolos modernos são uma mistura de mitologia pagã com a simbologia cristã paganizada.

Para os cristãos verdadeiros a Páscoa tem apenas valor histórico e figurativo. O que tem sentido e valor para nós é a Ceia do Senhor, pois Jesus quando comeu a última páscoa com os apóstolos antes do sofrimento, deu um caráter todo especial ao acontecimento – Lucas 22.15 e 20.

A páscoa bíblica, portanto, consumou-se em Cristo, que a instituiu como um novo memorial. A sua ceia, na qual o verdadeiro cristão comemora a morte do Senhor até que Ele venha. Não há no Novo Testamento mais lugar para a páscoa ou outras festividades mosaicas, as quais foram abolidas na cruz, juntamente com outras ordenanças, como sombras das coisas futuras, espirituais, pertencentes à Nova Aliança.

Concluindo, o apóstolo Paulo nos adverte em sua I carta a Timóteo 4.1-3. Não nos envolvamos com tais tradições, mas, nós que provamos do novo nascimento, que tornou-se real com o sacrifício do Filho de Deus, o verdadeiro Cordeiro Pascal, recordemo-nos do Calvário constantemente independente de uma data fixada no calendário anual. Temos em nós esse Cristo ressurreto. Maranata. 

Victorio Galli é professor na FEICS (Faculdade Evangélicas Integradas Cantares de Salomão) e Deputado Federal (PSC-MT).

Fonte: Victório Galli
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